Um mês para ver a arte que se faz no Minho

Cartaz de 'The Tempest' - autoria de Xana Novais

A licenciatura de Teatro da Universidade do Minho organiza até ao final de junho a 3ª edição da iniciativa “Andando”, que inclui duas dezenas de projetos artísticos, desde performances, instalações, teatro, exposições, dança e fotografia.

São vários os trabalhos que integram este evento, que surgiu da necessidade de divulgar “o que de melhor se faz nas principais escolas de arte e tecnologias da região”. Por exemplo, esta quarta-feira, dia 8, às 21h30, sobem ao palco do espaço cultural “Mala Voadora”, no Porto, cerca de 20 alunos do curso de Teatro da Universidade do Minho (UM), acompanhados da professora Francesca Rayner, para “reproduzir” o filme de época “The Tempest”, baseado numa obra de William Shakespeare. Este exercício resulta de um workshop orientado pelo encenador Rogério Nuno Costa.

O programa destaca ainda a 17 de junho, às 19h00, no Centro Avançado de Formação Pós Graduada, no campus de Couros, em Guimarães, um laboratório sobre o universo do fotógrafo norte-americano Gregory Crewdson, cujas obras, habitadas por uma mistura de realismo e estranheza, parecem captar um antes e um depois sem se perceber exatamente o quê. No dia seguinte, às 15h30, realiza-se uma “Tarde Dançante!”, que junta, na sede d’“Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques”, a artista Manuela Ferreira e estudantes de Teatro e Design de Produto, sob a direção de Bernardo Providência, José Miguel e Tiago Porteiro.

À noite, a partir das 21h00, é a vez dos alunos do mestrado em Design de Comunicação de Moda mostrarem as suas produções num desfile que decorre no mercado municipal vimaranense. Além de vários materiais audiovisuais e performativos, estão previstas exposições com trabalhos desenvolvidos no âmbito dos cursos de Tecnologia e Arte Digital e de Design e Marketing de Moda da UM.

Esta terceira edição conta com um maior número de instituições de formação artística, incluindo a UM, a Academia de Música Valentim Moreira de Sá e a Escola Superior Artística de Guimarães. “O impulso de criar espaços de diálogo entre a escolas e com a cidade continua vivo e conseguiu resistir às dificuldades. Ambicionamos no futuro fortalecer os laços, ao mesmo tempo que esperamos que as instituições envolvidas sejam capazes de perspetivar, em conjunto, projetos que possam reforçar o caminho do colaborativo e da interceção disciplinar”, afirma a organização.