João e Jordão numa manhã improvável

Teatro Jordão | Foto Cláudio RodriguesTeatro Jordão | Foto Cláudio RodriguesTeatro Jordão | Foto Cláudio Rodrigues[/wide]

Trocar a cama por um passeio matinal num sábado não é pêra doce, e este pessoal que o diga. Eu cheguei uns minutos atrasados, a tempo de perder a visita aos Cinemas Castelo, mas encontrei o João Rosmaninhoo timoneiro – e os seus seguidores na Rua Gil Vicente, em frente aquilo que já foi outra sala de cinema de Guimarães. Dali seguimos para as salas dos Cinemas Santo António (onde vi apenas um filme, nem vos conto qual), e entramos no Centro Histórico pela Praça de Santiago, para dois dedos de conversa à porta daquilo que, outrora, foi a Fundação Nacional para Alegria no Trabalho (o atual INATEL). Também por lá já se projetaram filmes; também por lá já se jogou psebrico. Hoje é uma loja de artesanato.

Descemos um pouco, para a visita ao Auditório do Patronato da Oliveira onde se recordou, também, a existência dos Estúdios Real (ao lado do Teleférico). Segiu-se a caminho do Teatro Jordão, pelo Campo da Feira, apontando o dedo para o local onde já existiu o Teatro D. Afonso Henriques, mais ou menos no local onde atualmente fica a Tasca Expresso.

Do Teatro Jordão, nem sei o que dizer. Apenas lamentar o seu estado, e lamentar ainda mais caso não o preservem e o devolvam à cidade! A sala do Jordão é impressionante, o palco é assombroso e todo o lugar é místico, romântico e muito bonito. Foi um privilégio poder entrar nesta sala.

Terminou-se a visita no Cineclube de Guimarães, com uma conversa com o Carlos Mesquita na varanda da sede, com vistas para os telhados do Centro Histórico. Outro lugar peculiar em Guimarães, excelente para tardes de ócio.